"Quereis ser médico, meu filho? Esta é a aspiração de uma alma generosa, de um espírito ávido de ciência.
Tens pensado bem no que há de ser a tua vida?"

- Esculápio -

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Para quem não gosta de carnaval











Uma alternativa rápida e simples para quem, como eu, não é fã dos delírios de momo (preferindo os eflúvios de baco!) é a visita à charmosa vinícola Villa Francioni, ali em São Joaquim. Quem ainda pensa que vinho nacional é sinônimo de baixa qualidade e os melhores estão no Vale dos Vinhedos - RS, precisa rever seus conceitos.
O Villa Francioni safra 2005 recebeu da Associação Paulista de Sommeliers o título de melhor vinho do Brasil em 2008. Além deste premiado néctar, a vinícola produz um excelente branco ligeiro - o Sauvignon Blanc 2008; um rosé que surpreende os paladares mais exigentes no verão, o VF 2008 (que é apresentado numa bela garrafa angulosa, lembrando perfumes franceses; um belo vinho de trabalho, o Joaquim, corte de Cabernet Sauvignon e Merlot, muito honesto e redondo, com taninos macios e leves. Também produz um tinto acima da média, o Francesco, que eu particularmente achei o menos interessante no quesito custo-benefício.
O Villa 2005, um corte de Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Malbec, merece, com todos os méritos, o seu prêmio máximo. Estagiando um ano em barricas de carvalho francês, tem um perfeito equilíbrio entre acidez, potência, força de boca e aromas. Um belo vinho que deve ser degustado despido de todos os preconceitos que costumam acompanhar o produto brasileiro.
Evoé, Baco, Evoé!

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